8.11.11

Solidão ou Solitude

Quero ressaltar o duplo sentido da expressão Solidão a Mil. Não me refiro à tristeza de uma solidão multiplicada, lamentável, quando nos sentimos completamente sozinhos, mesmo em meio a muitos. Eu me refiro à alegria profunda de quem vive a própria solidão a toda velocidade: a mil. Também discuto, e muito, a diferença crucial entre solidão e solitude. Nesse livro, eu misturo liberdade, ficção e biografia. É uma nova forma de escrever. E uma nova forma de se ler.

211. Aceitar o inevitável é uma sábia decisão.


212. O auge de uma paixão está sempre no começo dela.


213. Não espere a graça do cisne no pescoço de um pato.


214. Em vez de salvar a relação, eu prefiro salvar o meu Amor.


215. Só tem uma coisa pior do que morrer: é viver pouco.


216. Sempre danço conforme a música. Mas, antes, escrevo a partitura.


217. Toda emoção é produto de um raciocínio.


218. Quem jura amor eterno deveria ser processado por estelionato emocional.


219. Toda musa já traz uma víbora dentro de si. É só uma questão de tempo.


220. Dispenso a compreensão daqueles que não conseguem me compreender.


Meu livro é uma cartilha, que deve ser lida pelo Espírito Amoroso (*) que mora no teu peito, e que quer se libertar. Que quer desabrochar. Meu objetivo principal é dar um toque delicado nesse Espírito rebelde que as circunstâncias aprisionam. É ajudá-lo a libertar-se ainda mais. Mostro como se deve amar a liberdade acima de todas as coisas. Se você for corajoso, salta comigo — e dançamos juntos no espaço infinito que criamos ao saltar. E se não for tão corajoso assim, se já estiver abraçado com firmeza ao poste enorme das crenças insensatas, pelo menos fica sabendo que na hora certa não se salta: tem que ser na hora incerta. Porque, além de amoroso, tem que ser ousado, esse Espírito! E se já não for mais tão ousado assim, acaba sabendo quanto tempo de vida já perdeu — e que ainda pode saltar antes que morra. O exemplo é meu bisavô, que só saltou aos 70 anos de idade... Nos braços da Vitalina, seu grande amor!

Mas se o leitor é do tipo que não salta de jeito nenhum, que prefere até morrer antes mesmo de morrer, tudo bem: dou-lhe uma dose mortal de compreensão. Como se pode notar, esse meu livro é uma cartilha... Mas só serve pra quem já sabe ler.

(*) Nietzsche chamava de "Espírito Livre".

441. Os saudáveis enlouquecem. Os outros ficam por aí, parecendo normais.


442. É uma delícia desfazer planos que os outros, à nossa revelia, nos fazem.


443. Se Jesus fosse casado, a Humanidade teria desperdiçado um Deus.


444. Prefiro ser um gladiador ensanguentado a ser um boi feliz.


445. Quanto mais insustentável for uma relação, mais difícil é sair dela.


446. Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as.


447. Sempre que possível, deixo o oponente supor que me venceu.


448. O Pico é uma delícia. Por isso todo grande amor tem que ser deixado no Pico.


449. Temos que ser infiéis às nossas convicções — ou não mudaremos nunca!


450. Eu descubro as verdades: adoro vê-las nuas.


451. O ciumento quer o olho. Os amantes, os olhares.


452. Só o que está morto não muda.


453. Eu não vim distribuir água: eu vim distribuir sede.


454. Borboletas mortas não precisam de asas.


455. A raiva é apenas a conclusão desastrada de um raciocínio imperfeito.


A propósito: prefiro, primeiro, viver as aventuras, para só depois escrever sobre elas. Acho que assim fica mais fácil — e muito mais gostoso — do que apenas inventá-las para fazer ficção. A vida de um escritor original tem que ser baseada em fatos reais. É também por isso que estou aqui, hoje, nesta madrugada cor de anil, impressionante, escandalosa, dançando feito louco no enluarado coração da zona sul do meu Amor.

Muita gente escreve sobre a vida. Poucos vivem.

Não só nesse livro, mas na minha própria vida, eu defendo a LIBERDADE. Por consequência, também defendo o amor livre. Entretanto, não sou inflexível: se algum dia alguém me convencer de que o amor preso é muito mais gostoso, mais interessante, e principalmente muito mais prazeroso do que o amor livre — mudarei de ideia, imediatamente. Se alguém me convencer de que o ciúme é uma delícia, tomarei todas as providências cabíveis para me tornar um ciumento.





Este livro tem 400 páginas, e uma impressão antecipada da 3ª. edição já está à venda, por R$ 39,00. Se você tiver tempo, leia logo abaixo o primeiro capítulo. E se se decidir por dar um desses livros como presente, e não os encontrar à venda na sua livraria preferida, dê um click na segunda imagem da coluna da direita, ou fale com a Daniela, e a entrega poderá ser feita diretamente no endereço do destinatário, por Sedex.

Quem não ficar impressionado com este livro é porque não o entendeu.

Esta frase é uma referência respeitosa que faço ao cientista dinamarquês Niels Bohr, prêmio Nobel de Física de 1922, quando disse: "Qualquer um que não fique chocado com a Mecânica Quântica é porque não a entendeu."